A
Secretaria de Obras afirmou que vai notificar os consórcios
construtores para que se responsabilizem pelos custos da reforma. Mas o
representante da Odebrecht, líder de um dos consórcios, deixou claro que
haverá disputa judicial sobre quem arcará com os gastos. “Vamos esperar
a notificação da prefeitura para nos manifestar. Mas o consórcio não
tem responsabilidade sobre o projeto. Quando fomos contratados, o
projeto estava concluído, as peças já estavam fabricadas”, disse o
engenheiro Marcos Vidigal.
De
acordo com o engenheiro da UFF Nelson Szilard, membro da comissão de
análise do problema, os arcos de sustentação já apresentavam
anormalidades desde a conclusão da obra, em 2007. Segundo ele, os
cálculos do projeto estão sob análise desde 2007. Szilard disse que as
estruturas apresentaram sobretensão ao longo do tempo, mas com risco
controlado. “O estádio foi fechado quando surgiu um laudo apresentando
risco iminente de queda da cobertura”, disse Szilard.
O
secretário Alexandre Pinto disse ter confiança de que “as empresas
acatarão” a determinação. Ele disse que o custo só será fechado quando
for concluído o projeto executivo da intervenção. O Engenhão está
interditado desde março, quando foram identificados problemas na
cobertura do estádio.

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