O adolescente que morreu atropelado nesta segunda-feira (11)
por um caminhão baú no bairro de Pau Miúdo foi enterrado nesta
terça-feira (12). José Rebelo de Silva Neto, 13 anos, conhecido como
Zezinho, foi sepultado na tarde de hoje no cemitério Quinta dos Lázaros.
Segundo
informações da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar
(CIPM/Liberdade), a maioria das testemunhas afirma que José Rabelo foi
atropelado quando andava de bicicleta ao lado do caminhão. Ele perdeu o
equilíbrio, caiu e foi atingido pelo veículo. Segundo outras pessoas que
viram o acidente, a vítima estava com uma das mãos apoiada no veículo.
O
condutor do caminhão, um Mercedes Benz branco, (JMQ-9959) que fazia
carreto, ficou em estado de choque ao perceber o que tinha acontecido e
teve que ser atendido por uma ambulância do Sistema de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu). Antônio José Muniz dos Santos, 63 anos, foi
encaminhado para a 2ª Delegacia (Liberdade), mas foi liberado e deve ser
enquadrado em um crime de trânsito, provavelmente homicídio culposo.
Barrado na escola
Segundo
a família e os vizinhos, José tinha ontem ido ao Centro Educacional
Carneiro Ribeiro – Classe III, onde cursa o 6º ano, que fica próximo ao
local. Desde o dia anterior, no entanto, o garoto foi avisado de que só
entraria ontem na escola se já estivesse com o Diário Escolar 2013 em
mãos.
Ontem, mesmo sem a caderneta cobrada pelo colégio, que custa R$ 4, o
adolescente foi para a escola. Novamente barrado, ele voltou pra casa.
Em seguida José foi comprar pão e no trajeto aconteceu o acidente. “Se
ele estivesse na escola, isso não teria acontecido. Eles mandaram mais
de cem alunos embora ontem por causa dessa caderneta, é um absurdo!",
reclama a prima da vítima, Consuelo da Silva Bacelar, 27, que havia
recomendado ao menino ir para a escola mesmo sem o material exigido.
Procurada
pelo CORREIO, a Secretaria de Educação do Estado (SEC) informou que uma
equipe do órgão foi até a escola e que alunos e o segurança da
instituição disseram que o aluno não foi para a escola ontem nem esteve
na entrada. Ainda de acordo com a SEC, foi confirmado que o diário
escolar foi produzido em parceria entre a secretaria e uma empresa
fabricante e que o uso não é obrigatório.

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