O repórter do Terra, Vagner Magalhães,
levou um golpe de cacetete de um policial militar enquanto cobria o
protesto desta quinta-feira, contra o aumento no preço da passagem do
transporte público em São Paulo. O jornalista foi agredido no braço, no
vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Manifestantes se juntaram no local depois que o protesto
e os confrontos com a polícia se amenizaram. Policiais passaram pelo
local e foram ironicamente aplaudidos pelo grupo. Diante da provocação,
os PMs partiram para cima dos manifestantes.
Próximo da confusão, Vagner alertou os policiais que é
repórter e que estava trabalhando no local, mas foi agredido. Os PMs
ainda lançaram bombas sobre um grupo de jornalistas que partiu em sua
ajuda.
O fotógrafo do Terra, Fernando
Borges, também foi detido enquanto cobria a manifestação, nesta
tarde. Ele portava crachá de imprensa, equipamento fotográfico de
trabalho e se apresentou como jornalista, mas foi levado pelos
policiais. Ele passou 40 minutos detido junto com outros manifestantes,
de frente para a parede, com as mãos nas costas e a cabeça baixa, mas já
foi liberado.
Os
policiais revistaram os pertences e documentos dos detidos, e só
liberaram o fotógrafo alegando que ele "não portava vinagre", que é
usado como "antídoto caseiro” contra os efeitos da bomba de gás
lacrimogêneo. Alguns profissionais de imprensa utilizam o produto para
conseguir trabalhar registrando as imagens do protesto .
A repórter do Terra Marina Novaes
tentou fugir das bombas lançadas pela polícia e se refugiou na garagem
de um prédio próximo à praça Roosevelt, junto de um grupo de outras
pessoas. A polícia isolou a área e levou o grupo para o camburão.
Retida, ela só foi dispensada depois que se apresentou como jornalista.

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