No Rio de Janeiro, os Black Blocs conseguiram furar o
bloqueio policial e invadiram o desfile militar pelo Dia da
Independência. Cerca de 15 homens da Tropa de Choque da PM chegaram por
trás dos manifestantes e lançaram bombas de gás lacrimogêneo para
dispersar o grupo, atingindo também alguns dos espectadores.
O confronto entre o grupo e a PM espantou o público que
assistia ao desfile. Muitas crianças passaram mal e foram atendidas
pelos socorristas. Houve corre-corre e confusão, e famílias e crianças
saíram correndo do local desesperadas.
Durante o tumulto, ao menos oito pessoas foram presas e
seis ficaram feridas. Policiais revistaram mochilas de manifestantes e
detiveram alguns por uso de máscaras, até que se identificassem.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de
Janeiro, até as 20h10, 77 manifestantes foram encaminhados à delegacias
na capital fluminense. Do total, 50 manifestantes foram detidos no
bairro de Laranjeiras.
Brasília
Na capital federal, 39 manifestantes foram detidos pela PM em meio às manifestações até as 20h10. A polícia usou muitas bombas de efeito moral, além de tiros de borracha, para afastar manifestantes que tentavam se aproximar do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde a Seleção Brasileira fez amistoso contra a Austrália.
Na capital federal, 39 manifestantes foram detidos pela PM em meio às manifestações até as 20h10. A polícia usou muitas bombas de efeito moral, além de tiros de borracha, para afastar manifestantes que tentavam se aproximar do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde a Seleção Brasileira fez amistoso contra a Austrália.
Um grupo de cerca de 500 integrantes se concentrou no
início da tarde na rodoviária da cidade e seguiu à arena horas antes da
partida. Houve registros de quebra-quebra e vandalismo no caminho, o que
levou a polícia a desfazer uma primeira linha de bloqueio e recuar,
aumentando a segurança no entorno do Mané Garrincha para evitar a maior
aproximação.
Por volta das 14h30, manifestantes conseguiram furar
parte do bloqueio formado no eixo monumental e chegaram à altura da
Torre de TV, nas proximidades do Mané Garrincha. O batalhão de choque
disparou bombas de gás para afastar e dispersar os manifestantes.
Durante o confronto entre policiais e manifestantes, um
fotógrafo torceu o pé, caiu e viu PMs se aproximarem com cães. Após o
incidente, houve confusão entre repórteres e policiais, que usaram spray
de pimenta. O jornalista ferido foi levado em uma viatura do choque
para o hospital.
São Paulo
Em São Paulo, os protestos se concentraram na região central da capital paulista. Manifestantes se reuniram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e partiram em passeata, seguindo pela avenida 23 de Maio.
Em São Paulo, os protestos se concentraram na região central da capital paulista. Manifestantes se reuniram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e partiram em passeata, seguindo pela avenida 23 de Maio.
Quando as pistas da 23 de maio foram fechadas, em meio a
uma correria, vários motoristas, surpresos com a invasão, acabaram
ficando sem saber o que fazer. Dois que vinham na frente, na tentativa
de escapar, tiveram os carros atingidos por barras de ferro.
Em meio à correria, até o carro do comando de área da
Polícia Militar, teve o vidro de trás estilhaçado por um manifestante.
No trajeto, pedras foram arremessadas contra policiais e até contra
veículos que passavam nas alças acima da avenida.
Quando o grupo chegou ao centro, a situação ficou mais
tensa. Em frente à Câmara Municipal de São Paulo, bastaram 3 minutos
para que a confusão começasse. Em um primeiro momento, manifestantes
começaram a atirar pedras contra as vidraças do prédio. Algumas janelas
foram atingidas com êxito.
A Polícia Militar, que já cercava o prédio, respondeu
rapidamente, com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio ao mesmo
tempo em que eram atacados com pedras, bolas de gude e bolas de chumbo,
utilizadas em pescarias.
Enquanto parte do grupo se dispersou,
outra partiu para o enfrentamento, atirando pedras de todos os tamanhos
contra os policiais. Nesse momento, uma cena chamou a atenção. Vários
policiais revidando as pedradas com as mesmas pedras arremessadas pelos
manifestantes.
Um grupo grande se dirigiu à região da Praça da Sé,
quebrando tudo o que via pela frente. Dezenas de lixeiras, telefones
públicos e fachadas de agências bancárias ficaram totalmente destruídas.
Na região da praça da Sé, quatro pessoas foram
atropeladas, uma delas por uma viatura da Polícia Militar. O motorista
de um Corsa atropelou duas pessoas, que sofreram fraturas nas pernas.
Elas tiveram um primeiro atendimento por um grupo de médicos solidários à
manifestação e, com a demora do resgate, foram levados em um táxi para o
hospital.
O caso mais grave da tarde aconteceu na praça João
Mendes, quando manifestantes derrubaram um policial militar de uma moto.
Acuado, ele sacou um revólver e atirou contra o chão. Estilhaços
atingiram o fotógrafo da agência Futura Press Tércio Teixeira, que foi
socorrido no Grupamento do Corpo de Bombeiros que fica praticamente em
frente de onde ocorreu o fato. Depois disso, ele foi encaminhado para a
Santa Casa. Um estilhaço ficou alojado em seu queixo.
Até as 20h50, ao menos 28 pessoas haviam sido detidas na avenida Paulista e nove na região central.

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