segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cavalgada de Magali reúne cerca de 150 pessoas e resgata tradição

Um resgate da tradição, promoção de ecoturismo e uma nova opção de lazer em Ilhéus foram confirmados no feriado da Proclamação da República, na sexta-feira, dia 15, com a retomada do projeto Cavalgada de Magali, organizado pela Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata) e Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Seap). O evento foi criado pelo professor Soane Nazaré, fundador e primeiro presidente da Maramata.  

Cerca de 150 pessoas participaram da cavalgada que teve saída do Bairro do Salobrinho, com destino ao Parque de Exposições, na Zona Sul de Ilhéus. Nesta edição, o evento trouxe uma novidade a ‘Caminhada Ecológica’, passando por trilhas da Mata Atlântica. Na concentração, houve apresentações de um grupo de percussão e do grupo de teatro Paulo Cidade, que narrou a história de Sebastião Magali, um forasteiro que chegou ao município em 1907, com amigos, dizendo que era artista de circo.

Após as atividades iniciais, conduzidos pelo locutor Rivamar Mesquista, cavaleiros e amazonas pegaram a estrada rumo ao destino final, onde houve um churrasco e a apresentação da banda Mansão do Cavalo e do cantor Márcio Santos. O trajeto incluiu os distritos de Maria Jape, Rio de Engenho, Santo Antônio e Couto.

Segundo a avaliação do titular da Seap, Sebastião Vivas, o evento foi dinâmico, positivo e mostrou a força da cultura local, visto que há mais de 10 anos a cavalgada não era realizada em Ilhéus. “Tivemos muita animação, houve uma boa participação e vamos trabalhar para que no próximo ano possamos fazer um evento ainda melhor”, afirmou Vivas. O secretário informou também que a Seap está organizando um evento na área da pesca que deve ocorrer neste verão na Bacia do Pontal.  

Sebastião Magali - Sebastião Magali foi um brasileiro que desembarcou em Ilhéus, em 22 de novembro de 1907, vindo de Nova York, chegando com nove companheiros, dizendo ao início que eram artistas circenses. Entretanto, logo despertaram a desconfiança dos nativos, por não conterem equipamentos de circo. Após confessar que escondia a verdade, apressou a viagem de volta e comprou animais de montaria e de carga com a promessa de pagá-los no dia 26 daquele mês.

Desconfiado, na véspera do dia acertado, um dos vendedores, Prezilino Azevedo, foi cobrar o pagamento e ao perceber que os forasteiros encontravam-se armados  comunicou o fato ao delegado de polícia. De volta ao encontro do grupo, Azevedo e os policiais se depararam com Magali e os demais, trajando uniformes do exército americano, peneiras e botinas grossas, que adentravam a Praça Municipal, gritando  ‘Este é o circo!’ e atirando para todos os lados.

A população entrou em pânico e juntou-se aos policiais contra o grupo, que terminou na morte de todos os estrangeiros.

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