A proposta do Comando Nacional do segmento é
deflagrar a greve. Coordenado pela Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Comando Nacional
representa dez federações e 143 sindicatos das bases onde trabalham
cerca de 95% dos 490 mil bancários do país.
Segundo a Contraf, a Fenaban negou aumento real nos
salários, propondo somente a recomposição da inflação, medida pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor. “A proposta da Fenaban ignora
todas as reivindicações dos bancários sobre emprego, saúde, condições
de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades”, diz a Contraf.
De acordo com a confederação, a proposta da Fenaban
foi o ajuste de 6,1% sobre salários, pisos e todas as verbas salariais
(auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc.). Também
propõe participação nos lucros e resultados (PLR) de 90%, mais valor
fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de
6,1% sobre os valores da PLR do ano passado).
Também foi proposta uma parcela adicional da PLR -
2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a
R$ 3.267,88. As reivindicações dos bancários são reajuste salarial de
11,93% (5% de aumento real, descontada a inflação), PLR de três salários
mais R$ 5.553,15. A categoria pede também piso de R$ 2.860,21, além de
auxílios-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$
678 ao mês.

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